17.2.11

Tempo de POESIA

Barco à deriva

Sou um barco ancorado
à beira do cais ...
À procura de um rosto amigo
no meio da multidão.

Mas tudo que vejo
são rostos desconhecidos
sem brilho no olhar
que apenas observam
a embarcação ...
Esperando anciosos
notícias de alguém que se foi
com a promessa de voltar um dia.

Sou muitas vezes
esse barco à deriva
no meio do raivoso mar ...
Procurando um porto seguro
para ancorar meu coração.

Retirado do PORTAL DO CIDADÃO COM DEFICIÊNCIA

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