Quedas fortuitas causam morte acidental
Estudo recente da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), informa que as quedas são os acidentes mais frequentes nas crianças até aos 9 de idade, logo seguido pelos acidentes rodoviários e os afogamentos.
A secretária-geral da APSI Helena Botte, refere que 31% das mortes e 16% dos internamentos resultam da queda de edifícios ou outra construção.
Muitos acidentes estão relacionados com a má construção das casas, nomeadamente as varandas (sem guardas eficazes e não escaláveis), a falta de limitadores de abertura nas janelas (limite de 9 cm) e a inexistência de colocação de cancelas ao cimo das escadas e no 1º degrau das mesmas.
Para evitar acidentes os pais deverão super visionar e vigiar, adaptando as casas de forma a protegerem as suas crianças.
Produção Educativa
Como o saber não tem idade, gosto de andar à descoberta... Sendo que o meu trabalho com os alunos, não permite grandes experiências por ser muito específico, as descobertas que pretendo fazer, irão incidir numa vertente mais teórica.
14.6.11
5.6.11
Sobre NÓS...
"É um fenómeno curioso: O País ergue-se indignado, moureja o dia inteiro indignado, come, bebe e diverte-se indignado, mas não passa disto.
Falta-lhe o romantismo cívico da agressão.
Somos, socialmente, uma colectividade pacífica de revoltados".
Miguel Torga in "Diário", 17/09/1961
Volvidos 50 anos e ao ler este texto, quase pensei ser um texto dos nossos dias, como se o tempo não tivesse passado ...
É uma constatação inabalável!
Falta-lhe o romantismo cívico da agressão.
Somos, socialmente, uma colectividade pacífica de revoltados".
Miguel Torga in "Diário", 17/09/1961
Volvidos 50 anos e ao ler este texto, quase pensei ser um texto dos nossos dias, como se o tempo não tivesse passado ...
É uma constatação inabalável!
Crianças
São passados cinco dias, do dia em que todos se lembram que existem crianças, como para mim todos os dias são "da criança", apenas me aprás deixar algumas sugestões de boas leituras para a pequenada:
- Os Descobrimentos A Passo De Cágado da Bertrand Editora;
- O Leãozinho Elias da Impala Editora;
- O Símbolo da Profecia Maia da D. Quixote Editora;
- na Internet Uma Incrível Aventura à volta do Mundo com o Google Earth
- Os bebés contam com livros em forma de bonecos de pelúcia.
Sugestões para todos os dias!
21.5.11
Uma escola acolhedora
Sabemos que o tema "uma escola acolhedora" mesmo tratado na perspectiva do aluno e fazendo sobressair a sua voz, é um tema muito vasto, correndo-se o duplo risco de querer falar de tudo e pouco dizer, ou de se falar de pouco e frustrar as expectativas, sobretudo dos que gostam de traçar metas distantes e privilegiam o discurso utópico em detrimento do realista.
Ciente desses perigos, procurei cingir-me à realidade... parti daquela que quase todos pintam (professores, meios de comunicação, senso comum), como uma realidade pouco atraente, problematica, de futuro incerto...
Mas, procurando não me deter indefinidamente num muro de lamentações, procurei também desenhar, baseando-me numa investigação empírica, de cariz etnográfico, realizada junto dos alunos, um quadro onde sobressaem as atitudes positivas (e negativas) que muito têm a ver com uma vida mais feliz dentro da sala de aula, e, por reflexo, na escola.
Por isso mesmo, procurei chamar a atenção para aquelas dimensões mais próximas da responsabilidade do professor: por um lado, a necessidade de se implicar colectivamente com os seus colegas, com os alunos e com os encarregados de educação, na criação de uma cultura e de um clima positivo na sua escola; por outro, a necessidade de fomentar interacções na aula, marcadas pela competência, pelo equilíbrio na gestão dos poderes, e por uma actuação justa, que a todos valorize, dignifique e faça acreditar na possibilidade de um mundo melhor...
João da Silva Amado
Ciente desses perigos, procurei cingir-me à realidade... parti daquela que quase todos pintam (professores, meios de comunicação, senso comum), como uma realidade pouco atraente, problematica, de futuro incerto...
Mas, procurando não me deter indefinidamente num muro de lamentações, procurei também desenhar, baseando-me numa investigação empírica, de cariz etnográfico, realizada junto dos alunos, um quadro onde sobressaem as atitudes positivas (e negativas) que muito têm a ver com uma vida mais feliz dentro da sala de aula, e, por reflexo, na escola.
Por isso mesmo, procurei chamar a atenção para aquelas dimensões mais próximas da responsabilidade do professor: por um lado, a necessidade de se implicar colectivamente com os seus colegas, com os alunos e com os encarregados de educação, na criação de uma cultura e de um clima positivo na sua escola; por outro, a necessidade de fomentar interacções na aula, marcadas pela competência, pelo equilíbrio na gestão dos poderes, e por uma actuação justa, que a todos valorize, dignifique e faça acreditar na possibilidade de um mundo melhor...
João da Silva Amado
12.5.11
Práticas Pedagógicas Diferenciadas
Como sabemos, há entendimentos muito diferentes acerca de um mesmo conceito, sobretudo quando se trata da sua aplicação prática. Mesmo que haja consensos ao nível teórico, a forma como esses aspectos são postos em prática diverge e acaba por trair, muitas vezes, os princípios educativos que estiveram na sua génese.
Importa clarificar o que estamos a dizer quando falamos de diferenciação.
É hoje consensual que todos os alunos são diferentes, ou seja, que têm relações diferentes com o saber, interesses diversos, estratégias e ritmos próprios de aprendizagem.
O grande desafio actuamente colocado a todos os docentes é o de deixarem de estar tão preocupados em ensinar e o de criarem, pelo contrário, condições efectivas para que os alunos aprendam. Esta deslocação do enfoque no ensino para a aprendizagem dos alunos implica, necessariamente, a utilização de estrat´gias de diferenciação.
Diferenciar é, segundo Perrenoud (1997), "romper com a pedagogia magistral - a mesma lição e os mesmos exercícios para todos ao mesmo tempo - mas é sobretudo uma maneira de pôr em funcionamento uma organização de trabalho que integre dispositivos didácticos, de forma a colocar cada aluno perante a situação mais favorável".
A congruência máxima com esta perspectiva implica a construção de uma outra escola: uma "escola das diferenças" (1995), de acordo com uma expressão do mesmo autor.
Estas práticas utilizadas pelo Movimento de Escola Moderna, são construídas através de uma interacção permanente entre a prática desenvolvida pelos seus seguidores e a partilha e reflexão sistemática no seio de grupos de aprofundamento teórico prático.
Trata-se de uma gestão cooperada de trabalho pedagógico suportada por um cenário que procura ser estruturante e facilitar o acesso de todos os alunos a todos os recursos de aprendizagem bem como aos instrumentos reguladores dos processos de trabalho.
O envolvimento dos alunos decorre da clarificação de um ponto de partida (os seus interesses e saberes, livremente explicitados) e da sua articulação com as aprendizagens curriculares. Simultaneamente criam-se condições para a estimulação do desenvolvimento da autonomia, interajuda, sentido de responsabilidade e cidadania.
Como refere Sérgio Niza, neste modelo "a acção educativa centra-se no trabalho diferenciado de aprendizagem dos alunos e não no ensino simultâneo dos professores" (1998).
Inácia Santana - Revista Escola Moderna (2000)
Importa clarificar o que estamos a dizer quando falamos de diferenciação.
É hoje consensual que todos os alunos são diferentes, ou seja, que têm relações diferentes com o saber, interesses diversos, estratégias e ritmos próprios de aprendizagem.
O grande desafio actuamente colocado a todos os docentes é o de deixarem de estar tão preocupados em ensinar e o de criarem, pelo contrário, condições efectivas para que os alunos aprendam. Esta deslocação do enfoque no ensino para a aprendizagem dos alunos implica, necessariamente, a utilização de estrat´gias de diferenciação.
Diferenciar é, segundo Perrenoud (1997), "romper com a pedagogia magistral - a mesma lição e os mesmos exercícios para todos ao mesmo tempo - mas é sobretudo uma maneira de pôr em funcionamento uma organização de trabalho que integre dispositivos didácticos, de forma a colocar cada aluno perante a situação mais favorável".
A congruência máxima com esta perspectiva implica a construção de uma outra escola: uma "escola das diferenças" (1995), de acordo com uma expressão do mesmo autor.
Estas práticas utilizadas pelo Movimento de Escola Moderna, são construídas através de uma interacção permanente entre a prática desenvolvida pelos seus seguidores e a partilha e reflexão sistemática no seio de grupos de aprofundamento teórico prático.
Trata-se de uma gestão cooperada de trabalho pedagógico suportada por um cenário que procura ser estruturante e facilitar o acesso de todos os alunos a todos os recursos de aprendizagem bem como aos instrumentos reguladores dos processos de trabalho.
O envolvimento dos alunos decorre da clarificação de um ponto de partida (os seus interesses e saberes, livremente explicitados) e da sua articulação com as aprendizagens curriculares. Simultaneamente criam-se condições para a estimulação do desenvolvimento da autonomia, interajuda, sentido de responsabilidade e cidadania.
Como refere Sérgio Niza, neste modelo "a acção educativa centra-se no trabalho diferenciado de aprendizagem dos alunos e não no ensino simultâneo dos professores" (1998).
Inácia Santana - Revista Escola Moderna (2000)
7.5.11
Brincadeiras que magoam
É chamado de bullying. Sofre quem pratica, quem é perseguido e quem vê.
As brincadeiras de criança são normais e até saudáveis. O problema é quando elas passam do limite e se tornam num problema sério: o bullying.
"É um comportamento agressivo e repetitivo. Nele, uma criança será sempre o dominador e a outra, a dominada", explica a psicóloga Andreia Calçada.
O bullying acontece por vários factores, mas, na maioria dos casos, o que predomina é o ambiente familiar: se uma criança vive num clima de desrespeito, ela pode passar de vítima (em casa) a agressora (na escola) e oprimir os colegas. Isso pode resultar em depressão e dificuldade em relacionar-se.
Características de uma vítima:
- Nunca quer ir à escola
- Vai ou volta da escola a chorar
- O rendimento escolar diminui sem motivo aparente
- Não quer levantar-se e deixa-se adormecer
- Quando está em casa passa o tempo a dormir
- Apresenta sintomas de depressão
- Alteração estranha do comportamento
Características de um agressor:
- Arrogância
- Não sente culpa, quando faz algo errado
- Acha que está sempre certo
- Perde o controlo com rapidez
- Recorre à força por qualquer motivo
- Preocupação extrema com a aparência e a imagem
- Quer ter o controlo de todas as situações
Fica o alerta, para todos os pais, educadores e população em geral.
As brincadeiras de criança são normais e até saudáveis. O problema é quando elas passam do limite e se tornam num problema sério: o bullying.
"É um comportamento agressivo e repetitivo. Nele, uma criança será sempre o dominador e a outra, a dominada", explica a psicóloga Andreia Calçada.
O bullying acontece por vários factores, mas, na maioria dos casos, o que predomina é o ambiente familiar: se uma criança vive num clima de desrespeito, ela pode passar de vítima (em casa) a agressora (na escola) e oprimir os colegas. Isso pode resultar em depressão e dificuldade em relacionar-se.
Características de uma vítima:
- Nunca quer ir à escola
- Vai ou volta da escola a chorar
- O rendimento escolar diminui sem motivo aparente
- Não quer levantar-se e deixa-se adormecer
- Quando está em casa passa o tempo a dormir
- Apresenta sintomas de depressão
- Alteração estranha do comportamento
Características de um agressor:
- Arrogância
- Não sente culpa, quando faz algo errado
- Acha que está sempre certo
- Perde o controlo com rapidez
- Recorre à força por qualquer motivo
- Preocupação extrema com a aparência e a imagem
- Quer ter o controlo de todas as situações
Fica o alerta, para todos os pais, educadores e população em geral.
5.5.11
O Problema do Sono
Sabia que passamos cerca de um terço da nossa vida a dormir? Se calhar nunca parou para pensar nisto, mas a verdade é que a importância de uma boa noite de sono é constantemente subvalorizada.
Estudos recentes, levados a cabo pela Associação Mundial de Medicina do Sono (AMMS), indicam que 45% da população mundial sofre de problemas de sono, o que fez com que o problema tivesse sido elevado à categoria de "Epidemia Global".
Tam bém as crianças padecem deste síndrome, que atinge 25%, a nível mundial. Desta realidade, decorrem problemas como a obesidade, ferimentos acidentais, problemas emocionais e mau humor, agressividade e impulsividade, irritabilidade e frustração, aumentos ou diminuição de energia, redução de memória, de atenção e de aprendizagem e raciocínio, prejudicando a actividade escolar, destaca ainda a AMMS.
Portanto: "Não descure a importância de uma boa noite de sono para a sua saúde e para bem estar de pessoas de todas as idades".
Estudos recentes, levados a cabo pela Associação Mundial de Medicina do Sono (AMMS), indicam que 45% da população mundial sofre de problemas de sono, o que fez com que o problema tivesse sido elevado à categoria de "Epidemia Global".
Tam bém as crianças padecem deste síndrome, que atinge 25%, a nível mundial. Desta realidade, decorrem problemas como a obesidade, ferimentos acidentais, problemas emocionais e mau humor, agressividade e impulsividade, irritabilidade e frustração, aumentos ou diminuição de energia, redução de memória, de atenção e de aprendizagem e raciocínio, prejudicando a actividade escolar, destaca ainda a AMMS.
Portanto: "Não descure a importância de uma boa noite de sono para a sua saúde e para bem estar de pessoas de todas as idades".
1.5.11
Teleaulas: Tecnologias Assistidas e Educação Inclusiva
A SALA DE AULA DENTRO DE UMA TELA DE COMPUTADOR
A vida virou do avesso. Na idade de brincar, viram-se de repente lidando com coisas sérias.
Problemas de saúde graves que os obrigam a deixar a escola. Em Portugal já existem inúmeras crianças internadas em hospitais e "frequentando" o ensino da teleaula. Outras tantas, assistem às aulas em casa, por videoconferência. A tecnologia abriu-lhes uma janela e criou uma escola feita sob medida.
Segundo a directora dos Serviços de Educação Especial, o recurso à teleaula visa dar resposta "às situações limite". É aplicado geralmente a crianças com internamento prolongado, em casa ou no hospital, muitas com problemas oncológicos, problemas motores graves ou degenerativos. Mas, cada caso é um caso e as soluções têm que ser adaptadas às necessidades das crianças e das famílias.
Não é tanto uma questão assistencial, e sim uma questão de direito.
Em Portugal a teleaula chega ao hospital Garcia da Horta, Centro de Medicina e Reabilitação de Alcoitão, D. Estefânia, Santa Maria, e ao Instituto Português de Oncologia. Os números estão sempre a mudar, já que uns voltam à escola ou a casa, outros são traídos pela doença.
Resta lembrar que este trabalho exige, quase sempre, uma grande imaginação, a motivação de todos os parceiros envolvidos e tarefas suficientemente flexíveis para que todos possam estar incluídos.
A vida virou do avesso. Na idade de brincar, viram-se de repente lidando com coisas sérias.
Problemas de saúde graves que os obrigam a deixar a escola. Em Portugal já existem inúmeras crianças internadas em hospitais e "frequentando" o ensino da teleaula. Outras tantas, assistem às aulas em casa, por videoconferência. A tecnologia abriu-lhes uma janela e criou uma escola feita sob medida.
Segundo a directora dos Serviços de Educação Especial, o recurso à teleaula visa dar resposta "às situações limite". É aplicado geralmente a crianças com internamento prolongado, em casa ou no hospital, muitas com problemas oncológicos, problemas motores graves ou degenerativos. Mas, cada caso é um caso e as soluções têm que ser adaptadas às necessidades das crianças e das famílias.
Não é tanto uma questão assistencial, e sim uma questão de direito.
Em Portugal a teleaula chega ao hospital Garcia da Horta, Centro de Medicina e Reabilitação de Alcoitão, D. Estefânia, Santa Maria, e ao Instituto Português de Oncologia. Os números estão sempre a mudar, já que uns voltam à escola ou a casa, outros são traídos pela doença.
Resta lembrar que este trabalho exige, quase sempre, uma grande imaginação, a motivação de todos os parceiros envolvidos e tarefas suficientemente flexíveis para que todos possam estar incluídos.
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