1.5.11

Teleaulas: Tecnologias Assistidas e Educação Inclusiva

A SALA DE AULA DENTRO DE UMA TELA DE COMPUTADOR

A vida virou do avesso. Na idade de brincar, viram-se de repente lidando com coisas sérias.
Problemas de saúde graves que os obrigam a deixar a escola. Em Portugal já existem inúmeras crianças internadas em hospitais e "frequentando" o ensino da teleaula. Outras tantas, assistem às aulas em casa, por videoconferência. A tecnologia abriu-lhes uma janela e criou uma escola feita sob medida.

Segundo a directora dos Serviços de Educação Especial, o recurso à teleaula visa dar resposta "às situações limite". É aplicado geralmente a crianças com internamento prolongado, em casa ou no hospital, muitas com problemas oncológicos, problemas motores graves ou degenerativos. Mas, cada caso é um caso e as soluções têm que ser adaptadas às necessidades das crianças e das famílias.
Não é tanto uma questão assistencial, e sim uma questão de direito.

Em Portugal a teleaula chega ao hospital Garcia da Horta, Centro de Medicina e Reabilitação de Alcoitão, D. Estefânia, Santa Maria, e ao Instituto Português de Oncologia. Os números estão sempre a mudar, já que uns voltam à escola ou a casa, outros são traídos pela doença.

Resta lembrar que este trabalho exige, quase sempre, uma grande imaginação, a motivação de todos os parceiros envolvidos e tarefas suficientemente flexíveis para que todos possam estar incluídos. 

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