14.6.11

Segurança Infantil

Quedas fortuitas causam morte acidental

Estudo recente da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), informa que as quedas são os acidentes mais frequentes nas crianças até aos 9 de idade, logo seguido pelos acidentes rodoviários e os afogamentos.
A secretária-geral da APSI Helena Botte, refere que 31% das mortes e 16% dos internamentos resultam da queda de edifícios ou outra construção.
Muitos acidentes estão relacionados com a má construção das casas, nomeadamente as varandas (sem guardas eficazes e não escaláveis), a falta de limitadores de abertura nas janelas (limite de 9 cm) e a inexistência de colocação de cancelas ao cimo das escadas e no 1º degrau das mesmas.
Para evitar acidentes os pais deverão super visionar e vigiar, adaptando as casas de forma a protegerem as suas crianças. 

5.6.11

Sobre NÓS...

"É um fenómeno curioso: O País ergue-se indignado, moureja o dia inteiro indignado, come, bebe e diverte-se indignado, mas não passa disto.
Falta-lhe o romantismo cívico da agressão.
Somos, socialmente, uma colectividade pacífica de revoltados".

Miguel Torga in "Diário", 17/09/1961

Volvidos 50 anos e ao ler este texto, quase pensei ser um texto dos nossos dias, como se o tempo não tivesse passado ...
É uma constatação inabalável!

Crianças


São passados cinco dias, do dia em que todos se lembram que existem crianças, como para mim todos os dias são "da criança", apenas me aprás deixar algumas sugestões de boas leituras para a pequenada:
 - Os Descobrimentos A Passo De Cágado da Bertrand Editora;
 - O Leãozinho Elias da Impala Editora;
 - O Símbolo da Profecia Maia da D. Quixote Editora;
 - na Internet Uma Incrível Aventura à volta do Mundo com o Google Earth
 - Os bebés contam com livros em forma de bonecos de pelúcia.

Sugestões para todos os dias!

21.5.11

Uma escola acolhedora

Sabemos que o tema "uma escola acolhedora" mesmo tratado na perspectiva do aluno e fazendo sobressair a sua voz, é um tema muito vasto, correndo-se o duplo risco de querer falar de tudo e pouco dizer, ou de se falar de pouco e frustrar as expectativas, sobretudo dos que gostam de traçar metas distantes e privilegiam o discurso utópico em detrimento do realista.
Ciente desses perigos, procurei cingir-me à realidade... parti daquela que quase todos pintam (professores, meios de comunicação, senso comum), como uma realidade pouco atraente, problematica, de futuro incerto...
Mas, procurando não me deter indefinidamente num muro de lamentações, procurei também desenhar, baseando-me numa investigação empírica, de cariz etnográfico, realizada junto dos alunos, um quadro onde sobressaem as atitudes positivas (e negativas) que muito têm a ver com uma vida mais feliz dentro da sala de aula, e, por reflexo, na escola.
Por isso mesmo, procurei chamar a atenção para aquelas dimensões mais próximas da responsabilidade do professor: por um lado, a necessidade de se implicar colectivamente com os seus colegas, com os alunos e com os encarregados de educação, na criação de uma cultura e de um clima positivo na sua escola; por outro, a necessidade de fomentar interacções na aula, marcadas pela competência, pelo equilíbrio na gestão dos poderes, e por uma actuação justa, que a todos valorize, dignifique e faça acreditar na possibilidade de um mundo melhor...

João da Silva Amado

12.5.11

Práticas Pedagógicas Diferenciadas

Como sabemos, há entendimentos muito diferentes acerca de um mesmo conceito, sobretudo quando se trata da sua aplicação prática. Mesmo que haja consensos ao nível teórico, a forma como esses aspectos são postos em prática diverge e acaba por trair, muitas vezes, os princípios educativos que estiveram na sua génese.
Importa clarificar o que estamos a dizer quando falamos de diferenciação.
É hoje consensual que todos os alunos são diferentes, ou seja, que têm relações diferentes com o saber, interesses diversos, estratégias e ritmos próprios de aprendizagem.
O grande desafio actuamente colocado a todos os docentes é o de deixarem de estar tão preocupados em ensinar e o de criarem, pelo contrário, condições efectivas para que os alunos aprendam. Esta deslocação do enfoque no ensino para a aprendizagem dos alunos implica, necessariamente, a utilização de estrat´gias de diferenciação.
Diferenciar é, segundo Perrenoud (1997), "romper com a pedagogia magistral - a mesma lição e os mesmos exercícios para todos ao mesmo tempo - mas é sobretudo uma maneira de pôr em funcionamento uma organização de trabalho que integre dispositivos didácticos, de forma a colocar cada aluno perante a situação mais favorável".
A congruência máxima com esta perspectiva implica a construção de uma outra escola: uma "escola das diferenças" (1995), de acordo com uma expressão do mesmo autor.
Estas práticas utilizadas pelo Movimento de Escola Moderna, são construídas através de uma interacção permanente entre a prática desenvolvida pelos seus seguidores e a partilha e reflexão sistemática no seio de grupos de aprofundamento teórico prático.
Trata-se de uma gestão cooperada de trabalho pedagógico suportada por um cenário que procura ser estruturante e facilitar o acesso de todos os alunos a todos os recursos de aprendizagem bem como aos instrumentos reguladores dos processos de trabalho.
O envolvimento dos alunos decorre da clarificação de um ponto de partida (os seus interesses e saberes, livremente explicitados) e da sua articulação com as aprendizagens curriculares. Simultaneamente criam-se condições para a estimulação do desenvolvimento da autonomia, interajuda, sentido de responsabilidade e cidadania.
Como refere Sérgio Niza, neste modelo "a acção educativa centra-se no trabalho diferenciado de aprendizagem dos alunos e não no ensino simultâneo dos professores" (1998).

Inácia Santana - Revista Escola Moderna (2000)

7.5.11

Brincadeiras que magoam

É chamado de bullying. Sofre quem pratica, quem é perseguido e quem vê.

As brincadeiras de criança são normais e até saudáveis. O problema é quando elas passam do limite e se tornam num problema sério: o bullying.
"É um comportamento agressivo e repetitivo. Nele, uma criança será sempre o dominador e a outra, a dominada", explica a psicóloga Andreia Calçada.
O bullying acontece por vários factores, mas, na maioria dos casos, o que predomina é o ambiente familiar: se uma criança vive num clima de desrespeito, ela pode passar de vítima (em casa) a agressora (na escola) e oprimir os colegas. Isso pode resultar em depressão e dificuldade em relacionar-se.

Características de uma vítima:
 - Nunca quer ir à escola
 - Vai ou volta da escola a chorar
 - O rendimento escolar diminui sem motivo aparente
 - Não quer levantar-se e deixa-se adormecer
 - Quando está em casa passa o tempo a dormir
 - Apresenta sintomas de depressão
 - Alteração estranha do comportamento

Características de um agressor:
 - Arrogância
 - Não sente culpa, quando faz algo errado
 - Acha que está sempre certo
 - Perde o controlo com rapidez
 - Recorre à força por qualquer motivo
 - Preocupação extrema com a aparência e a imagem
 - Quer ter o controlo de todas as situações

Fica o alerta, para todos os pais, educadores e população em geral.

5.5.11

O Problema do Sono

Sabia que passamos cerca de um terço da nossa vida a dormir? Se calhar nunca parou para pensar nisto, mas a verdade é que a importância de uma boa noite de sono é constantemente subvalorizada.

Estudos recentes, levados a cabo pela Associação Mundial de Medicina do Sono (AMMS), indicam que 45% da população mundial sofre de problemas de sono, o que fez com que o problema tivesse sido elevado à categoria de "Epidemia Global".

Tam bém as crianças padecem deste síndrome, que atinge 25%, a nível mundial. Desta realidade, decorrem problemas como a obesidade, ferimentos acidentais, problemas emocionais e mau humor, agressividade e impulsividade, irritabilidade e frustração, aumentos ou diminuição de energia, redução de memória, de atenção e de aprendizagem e raciocínio, prejudicando a actividade escolar, destaca ainda a AMMS.

Portanto: "Não descure a importância de uma boa noite de sono para a sua saúde e para bem estar de pessoas de todas as idades".

1.5.11

[ Pink Floyd ] we dont need no education

INTRODUÇÃO A CIDADANIA E DIREITOS HUMANOS.wmv

Teleaulas: Tecnologias Assistidas e Educação Inclusiva

A SALA DE AULA DENTRO DE UMA TELA DE COMPUTADOR

A vida virou do avesso. Na idade de brincar, viram-se de repente lidando com coisas sérias.
Problemas de saúde graves que os obrigam a deixar a escola. Em Portugal já existem inúmeras crianças internadas em hospitais e "frequentando" o ensino da teleaula. Outras tantas, assistem às aulas em casa, por videoconferência. A tecnologia abriu-lhes uma janela e criou uma escola feita sob medida.

Segundo a directora dos Serviços de Educação Especial, o recurso à teleaula visa dar resposta "às situações limite". É aplicado geralmente a crianças com internamento prolongado, em casa ou no hospital, muitas com problemas oncológicos, problemas motores graves ou degenerativos. Mas, cada caso é um caso e as soluções têm que ser adaptadas às necessidades das crianças e das famílias.
Não é tanto uma questão assistencial, e sim uma questão de direito.

Em Portugal a teleaula chega ao hospital Garcia da Horta, Centro de Medicina e Reabilitação de Alcoitão, D. Estefânia, Santa Maria, e ao Instituto Português de Oncologia. Os números estão sempre a mudar, já que uns voltam à escola ou a casa, outros são traídos pela doença.

Resta lembrar que este trabalho exige, quase sempre, uma grande imaginação, a motivação de todos os parceiros envolvidos e tarefas suficientemente flexíveis para que todos possam estar incluídos. 

Minha mãe...uma saudade!


Mãe, sinto-me tão órfã e solitária,
um vazio que me deixa triste e sem acção...
No meu íntimo, choro muito de emoção
à chegada do DIA DA MÃE no calendário.

Como eu gostava de ter o compromisso
de ainda ir à loja e comprar o teu presente,
de passar a teu lado um domingo diferente,
e de muitos dias antes, feliz, só pensar nisso.

Como era fácil o teu sorriso a qualquer piada,
mesmo das piadas que tu própria dizias;
que saudades da família reunida com alegria,
que vontade de saborear a comida nas tuas almoçaradas!...

Neste dia, agora só me resta um afazer,
levar flores à tua campa, numa habitual visita,
afagar aquela tua foto, de feição meiga e bonita,
ritual que se vai repetir enquanto eu não morrer.

                     Até um dia...

23.4.11

Dia Mundial do Livro

Dia Mundial do Livro celebra-se hoje em Portugal e um pouco por todo o mundo.

O Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor comemora-se hoje, a 23 de Abril. Desde 1995 que, por iniciativa da Unesco, se celebra em todo o mundo o prazer da leitura.
Lisboa, Évora, Beja e Vila Franca de Xira são algumas das cidades que em Portugal, têm actividades especiais neste dia.
Na cidade de Évora este dia comemora-se com a estreia da peça "Uma noite na biblioteca", na Biblioteca Pública de Évora. É uma encenação de Luís Varela e conta com as interpretações de Isabel Lopes, José Carlos Faria, Victor Santos e Miguel Araújo.

Jornal Público

12.4.11

Vou sonhando ...enquanto não é pago!

Síndrome de Prader-Willi


O síndrome de Prader-Willi foi descrito pela 1ª vez em 1956 e é de origem genética. Afecta o desenvolvimento global da criança ao nível físico e mental. A maior parte dos portadores deste síndrome têm uma delecção no cromossoma 15 e ocorre no momento da concepção, no entanto existem poucos casos de ocorrência entre membros da mesma família.

Características
O QI é superior a 70 em 40% destas crianças e as dificuldades escolares reflectem problemas na aprendizagem em áreas específicas.
As principais características são: dificuldades de aprendizagem e de comunicação; alterações hormonais; diminuição da sensibilidade à dor; hipotomia (atraso nas fases do desenvolvimento psicomotor quando bebés); fraco tónus muscular; dificuldades de equilíbrio e na manipulação de objectos; problemas emocionais; dificuldades no desenvolvimento pessoal e social.
A nível físico: mãos e pés pequenos; olhos amendoados e estrabismo; baixa estatura; pele clara; fronte estreita; obesidade; boca pequena com o lábio superior fino e inclinado para baixo nos cantos da boca; hiperfagia (constante sensação de fome e interesse por comida).

Nota final
É de extrema importância, o esclarecimento, a partilha e a formação de encarregados de educação, professores, técnicos e da comunidade em geral. Só assim, se poderá proporcionar a estas crianças/jovens o estímulo adequado ao seu desenvolvimento global.

Prof. Pedro Santos (retirado do blog "Educação Diferente")

30.3.11

Verdadeira Primavera

Por que esperas Poeta?
arremessa longe
o teu bafiento disfarce
de ser superior,
a tua máscara de lugar comum.

Salta para fora
desse Carnaval
aos murros à ética,
ao pontapé aos preconceitos
e vem banhar a alma
neste lago de sol onde as mimosas
se expandem em inebriantes
ecos de odor.

Vem vestir-te de relva.
purificar o olhar
com flores amarelas,
ganhar a metamorfose
do pólen
para florires
para cantares
para viveres.

 - É a Primavera que chega Poeta.
Vem embebedar-te de Vida
 - da verdadeira.

Dâmaso Faria
Portal do Cidadão com Deficiência

Viver com EPILEPSIA

O que é a epilepsia?
Um distúrbio que se caracteriza pela existência de crises, que reflectem manifestações clínicas de descargas neuronais descontroladas e excessivas que ocorrem na zona do cérebro. Durante estas crises, o padrão normal de actividade neuronal é afectado, levando a que no doente ocorram certas manifestações motoras e sensoriais.
Na verdade não devemos falar em epilepsia, mas sim em epilepsias. Podemos fazer uma dicotomia entre epilepsias focais e epilepsias generalizadas.
As primeiras correspondem a uma anomalia que pode ser circunscrita a uma parte do cérebro. Já no caso das generalizadas, não é possível delimitar uma zona do cérebro que seja responsável, estando todo o córtex cerebral envolvido.
O tratamento é efectuado com recurso a medicamentos que combatem o aparecimento de crises. A cirurgia pode ser uma solução quando a medicação falha, mas só nos casos em que apenas uma parte do cérebro está afectada.
A doença afecta entre 50 a 60 mil portugueses.

16.3.11

Terapia do Elogio

Terapeutas que trabalham com famílias, divulgaram numa recente pesquisa que os membros das famílias, estão cada vez mais frios, mais distantes, o carinho é cada vez menos, não se valorizam as qualidades, facilmente se ouvem críticas.

As pessoas estão cada vez mais intolerantes e desgastam-se na valorização dos defeitos dos outros.

A ausência do elogio está cada vez mais presente nas famílias, no trabalho, na sociedade em geral. Vamos começar a valorizar as nossas famílias, os nossos amigos, alunos, colegas e conhecidos.

Como vivemos numa sociedade em que cada um precisa do outro, os elogios são inconfundivelmente uma forte motivação na vida de cada um.

Portanto ... Elogiemo-nos!

amostra dia dos pais



Dia a nunca esquecer, mesmo quando já não estão entre nós.

15.3.11

A Psicologia faz-nos reflectir...


O desempenho de papéis

Às vezes, achamos que são mesmo demasiados. Cada um deles exige algum esforço, já que temos de usar expressões, linguagens e posturas diferenciadas, quando não mesmo roupagens esecíficas, para nos adequarmos ao que é esperado.
Somos, simultaneamente, filhos, pais, amigos, irmãos, colegas, conhecidos, chefes ou subordinados, adeptos de qualquer coisa ou militantes de uma causa.
Para cada um desses papéis temos que encontrar o desempenho certo.
Mesmo que o que esteja em jogo não se refira a qualquer preocupação excessiva com a imagem, basta-nos viver em sociedade para nos sentirmos obrigados a corresponder a expectativas que, vá-se lá saber como nos parecem conduzir.
Algumas vezes discute-se qual desses papéis é o mais genuíno, o mais próximo de um Eu que se pretende íntimo.
Muitos nunca se interrogaram sobre o porquê desta diversidade, no entanto se para uns este desempenho de variados papéis é uma estrutura sólida que suporta com facilidade, ajustes pequenos e exercícios de contenção relativamente fáceis, ditados pelas regras de convívio em sociedade/grupo.
Para muitos outros, este mobilizar constante da atenção, disponibilidade e vontade, que permitem o desempenho preciso de cada um dos papéis, é uma canseira extenuante.
São estes que, volta em vez, se interrogam se "chegam a fingir que é dor a dor que deveras sentem".

Isabel Leal - Profª de Psicologia


12.3.11

Um estímulo para compreender a dislexia

Para quem gosta de "perceber/compreender" as dificuldades dos disléxicos e como tentar resolvê-las, eis um livro que poderá ajudar:

DISLEXIA - Compeensão, Avaliação, Estratégias

Autoras: Angelina Bedo Ribeiro e Ana Isabel Baptista

Colecção Educação, Maio de 2008

2.3.11

As crianças e o Carnaval

Organizar uma festa de Carnaval na qual participem crianças obedece a algumas especificidades.
Hoje em dia existem várias opções nesta matéria, nomeadamente pinturas faciais e a modelagem de balões.
Na primeira opção pode sempre recorrer-se a uma busca na NET ou a livros da especialidade. Na segunda opção, a modelagem de balões, permite também ajudar a decorar o espaço, tornando-o mais colorido e apelativo para as crianças.
Numa festa deste género é igualmente importante ter em atenção a selecção da músical, "porque mesmo que as crianças não dancem, a música deixa-as sempre muito mais animadas.
Uma festa sem música não é festa!

22.2.11

Percurso Inclusivo dos Pais

Emocionalmente qual o percurso inicial das famílias que têm um filho com perturbações no desenvolvimento?

Reportemo-nos um pouco atrás e vejamos que os pais investem muito em termos emocionais e materiais, enquanto preparam o nascimento do seu filho.
Os pais vêem no filho que vai nascer um prolongamento de si mesmos e também porque a capacidade de dar vida a crianças "normais" é importante para a auto-estima de cada um de nós.
Os que já são pais, certamente se lembram da primeira pergunta feita ao médico quando a criança nasce: "O meu filho está bem? Ele é perfeito?", isto reflecte a dúvida que existe em todos nós "sou suficientemente bom para ter um filho perfeito?"
O problema surge quando nasce um filho com lesões graves evidentes.

Se o filho que nasce não se parece em nada com o filho idealizado, essa diferença pode ser grande demais para eles.
Nestes casos os pais perdem subitamente o filho idealizado e ficam ao mesmo tempo com um filho temido, que lhes causa desilusão e angústia, apercebendo-se que os seus sonhos de futuro não se vão cumprir.
Podemos considerar esta fase como o início do percurso inclusivo da criança que nasce com patologias, ou seja, será primordial que a família perante esta realidade consiga aceitar o seu "novo" filho deixando para trás o filho "idealizado", criando vínculos ao novo bebé.

Terá que haver um processo de mudança no seio da família e como a palavra  inclusão indica "...algo a construir...".

Luísa Maximino

19.2.11

Do que reclamamos? Não vou desistir

Rir faz bem

Pode acontecer a TODOS

Às vezes a vida "prega-nos partidas" com as quais não contávamos...

Neste mundo de saúde e doença, de bem estar e mal estar, existem pessoas que constantemente se interrogam: Porque sou deficiente? Que mal fiz eu para ter um acidente e ficar dependente? Que mal fiz eu para nascer assim?
Este é um problema grave, que tem consequências não só ao nível físico como também ao nível psicológico, sobretudo porque não é fácil aceitar com naturalidade, qualquer tipo de limitação.
Para qualquer pessoa portadora de deficiência é difícil encarar e viver com as suas limitações, mas pior ficam psicologicamente, quando são discriminadas pela sociedade.
Para melhor compreendermos as suas dificuldades e sentimentos, nada como acompanhar o dia a dia de uma destas pessoas, independentemente da idade ou tipo de deficiência.

17.2.11

Tempo de POESIA

Barco à deriva

Sou um barco ancorado
à beira do cais ...
À procura de um rosto amigo
no meio da multidão.

Mas tudo que vejo
são rostos desconhecidos
sem brilho no olhar
que apenas observam
a embarcação ...
Esperando anciosos
notícias de alguém que se foi
com a promessa de voltar um dia.

Sou muitas vezes
esse barco à deriva
no meio do raivoso mar ...
Procurando um porto seguro
para ancorar meu coração.

Retirado do PORTAL DO CIDADÃO COM DEFICIÊNCIA

15.2.11

"Homo internauticus"

Investigações realizadas em Londres mostraram que a "geração net", com idades entre 12 e 18 anos, a primeira a crescer familiarizada com GADGETS electrónicos e suportes de comunicação online, era seis vezes mais rápida a responder a uma bateria de perguntas, com recurso a pesquisa virtual, do que os participantes mais velhos na amostra.
David Nicholas, o autor do estudo, atribuiu os resultados dos adolescentes ao pensamento associativo, estimulado pela lógica da web e das redes sociais.
Este novo padrão de funcionamento, não linear, promete dar que fazer aos educadores, preocupados com o aprofundamento de conteúdos, o qual requer tempo e concentração.

Gonçalo Rosa da Silva
Revista VISÃO


12.2.11

De Todos para Todos

Conversas com pais

As relações com a escola
A família e a escola são, sem dúvida, as duas grandes instâncias educativas da sociedade e não podem ignorar o meio social em que se inserem, tendo a escola um papel determinante na socialização das crianças e dos jovens.
A cooperação entre a escola e a família deve ser cada vez mais estreita, para que pais e professores possam assegurar uma ajuda coerente e convergente que leve a criança/jovem a ultrapassar obstáculos que impedem o seu sucesso como criança/jovem,como aluno e até como cidadão.
Família e escola devem assumir os seus papéis em cooperação - como condição indispensável ao conhecimento dos seus educandos, integrando positivamente as diferenças culturais e sociais.
Uma relação mais próxima com a escola, implica contacto regular com o director de turma ou com o professor, assim como, a colaboração em iniciativas da escola de forma a dar aos pais, uma imagem clara de como decorrem as aprendizagens e a possibilidade de trocarem experiências enriquecedoras.



10.2.11

Deficiência Mental

De acordo com a Associação Americana de Psiquiatria,a Deficiência Mental corresponde à associação de um défice cognitivo (funcionamento intelectual abaixo do esperado para a idade) a limitações no comportamento adaptativo (maneira como o indivíduo resolve os problemas quotidianos pessoais e sociais) em, pelo menos duas das seguintes áreas:
comunicação, autonomia pessoal e doméstica, competências sociais, uso de recursos comunitários, auto-controlo, competências académicas e laborais, tempos livres, saúde e segurança.
As causas da deficiência mental são primariamente orgânicas (doença genética) ou psico-sociais (grave privação de estímulos sociais ou linguísticos) e ainda devidas a uma combinação de ambas.

Quer saber mais um pouco? Pois bem: http://www.diferencas.net/

´Síndrome de Down

Autismo Infantil : Caracteristiscas do Autismo

4.2.11

Os Melhores Amigos

Todos sabemos que as crianças são fascinadas pelos animais. Segundo pesquisas realizadas por Gail F. Melson da Universidade de Indiana, estima-se que 4 em cada 10 crianças iniciaram as suas vidas com animais de estimação em casa.
Estudos revelam ainda, que as crianças com dificuldades de aprendizagem se tornam mais confiantes, tranquilas e menos stressadas em ler livros para os seus animais, pois podem em simultâneo acariciá-lo, mostrar-lhe as imagens e fazer perguntas, como se de um humano se tratasse.
Na verdade, os benefícios generalizam-se a toda a família com actos tão simples, como observar como um gato persegue a sua cauda ou como os peixes nadam no seu aquário. Passar o tempo com este tipo de actividade, permite-nos desacelerar o passo agitado que levamos com este mundo moderno.

Momento de Reflexão

DEFICIÊNCIA... A verdadeira deficiência está no abandono dos sonhos, da vontade de viver, do descanso ao próximo. A DEFICIÊNCIA é aquilo que te prende por dentro, que engessa tua alma, tua fé, pois ainda que incapacitados de andar, todos somos livres para sonhar, para amar, para ajudar o próximo com uma palavra de afecto, um sorriso... somos livres para voar nas asas da nossa imaginação!

Marciah Pereira



2.2.11

A importância das Terapias

É comum na Educação Especial ter incluído nos PEI dos alunos com NEE de carácter prolongado, apoios terapêuticos.
São vários os apoios disponíveis, desde a terapia da fala, terapia ocupacional, fisioterapia, musicoterapia, hidroterapia e hipoterapia. 
De momento apenas irei referir a hidroterapia e a hipoterapia, com a certeza, de ambas promoverem o desenvolvimento das capacidades físicas e de bem estar, sempre de uma forma o mais lúdica possível.
Assim, o que é a hidroterapia?
Entende-se como o tratamento pela água sob as mais diversas formas. Aplicada ao corpo, opera nele modificações que atingem o sistema nervoso, articulatório e circulatório.

E a hipoterapia?
É um método terapêutico e educacional que utiliza os andamentos do cavalo, com o objectivo de desenvolvimento psicossocial.

Na maioria dos casos são recursos muito apreciados pelas nossas crianças e jovens.

28.1.11

Centro de Recursos TIC para a Educação Especial

A finalidade  dos Centros de Recursos TIC para os alunos com NEE de carácter permanente consiste na sua avaliação, para fins de adequação das tecnologias de apoio às suas necessidades específicas, na informação/formação dos docentes, profissionais, auxiliares de educação e famílias sobre as problemáticas associadas aos diferentes domínios de deficiências ou incapacidade.

No distrito de Évora o Centro encontra-se no Agrupamento Nº1, EBI da Malagueira.

As ajudas técnicas que sejam recomendadas a cada aluno, deverão seguir a tramitação que está regulamentada.
  http://www.snripd.pt/
  http://www.ajudastecnicas.gov.pt/index.jsp

Portal da Educação

http://www.educare.pt/

23.1.11

Alguns sítios para dar uma espreitadela...

http://clinicadedislexia.com/

http://cercifaf.org.pt/mosaico.edu/

http://electrosertec.pt/

http://pt.wikipedia.org/wiki/discalculia

http://www.ataraxia.pt/

http://empresas.mundivia.es/downcan/fenotipo.html

http://xcell-center.com/

Currículo Específico Individual

Algumas das crianças com quem trabalho usufruem deste currículo, daí achar de algum interesse partilhar este conceito com os colegas.
Entende-se por currículo específico no âmbito da educação especial, aquele que, sustitui as competências definidas para cada nível de educação e ensino.
Inclui conteúdos conducentes à autonomia pessoal e social do aluno, dá prioridade ao desenvolvimento de actividades de cariz funcional centradas no contexto de vida, à comunicação e à organização do processo de transição para a vida pós-escolar.

22.1.11

A escola inclusiva

Nos últimos anos tem ganho terreno a noção de escola inclusiva, capaz de escolher e reter na sua comunidade grupos de crianças e jovens tradicionalmente excluídas. Esta perspectiva, eminentemente social, tem merecido o apoio de muitos profissionais, da comunidade científica e de pais.
A escola inclusiva rompe com a falsa teoria de igualdade face aos objectivos escolares, assente no tratamento igual de todos os alunos, mantendo desigualdades de partida. A inclusão escolar, enquanto orientação que respeita as diferenças individuais, pressupõe diversidade curricular e de estratégias de ensino/aprendizagem.
Uma sociedade inclusiva é uma sociedade onde todos partilham da condição de cidadania e a todos são oferecidas oportunidades de participação social.

A primeira experiência

Vou, devagarinho, dar início a uma longa viagem pelos caminhos das novas tecnologias.